Como estimular o desenvolvimento das funções executivas – parte 1

Nas últimas duas semanas estamos conversando sobre as funções executivas e com que idade elas se desenvolvem. Hoje abordarei de que maneira podemos estimular seu desenvolvimento. Como escrito no post da semana passada o desenvolvimento das funções executivas: controle inibitório, memória de trabalho e flexibilidade cognitiva dependem de aspectos maturacionais e aspectos ambientais, então vamos pensar nestes aspectos.

De 8 a 16 meses:

– Jogos de esconder-e-achar  exercitam a memória de trabalho, porque eles desafiam o bebê a se lembrar de quem está se escondendo, e também praticam habilidades básicas de auto-controle como, em algumas variações, o bebê espera para o adulto revelar a si próprio.

– Jogos de Imitação: quando os bebês imitam têm que manter o controle de suas ações, se lembrar delas, esperar sua vez e, em seguida demonstrar que você fez. Ao fazer isso, eles praticam a atenção, memória de trabalho, e auto-controle.

–  Cantigas de Roda: músicas ou cantos com movimentos de mão simples são muitos divertidos para as crianças, e desenvolvem o auto-controle e a memória de trabalho, bem como a linguagem. Os bebês podem aprender a copiar os movimentos de uma música e, com a prática, irão se lembrar da sequência.

De 18 a 36 meses:

– Jogos ativos: nessa idade, as crianças estão desenvolvendo ativamente muitas habilidades físicas importantes, e elas adoram desafios físicos. As seguintes atividades exigem que as crianças se concentrem e mantenham a sua atenção em um objetivo, e fazem inibir ações desnecessárias e ineficazes, tentar novas maneiras se a primeira tentativa falha. As atividades podem ser: jogar a pegar bolas, caminhar sobre uma trave de equilíbrio, correr para cima e descer um declive, saltar.

– Conversação e narração de histórias: contar histórias sobre eventos compartilhados pode ser uma ótima maneira de refletir sobre essas experiências. A experiência deve ser mantida na memória de trabalho enquanto a criança considera a ordem em que as coisas aconteceram.

– Jogos de correspondência e classificação: as crianças nessa idade são capazes de jogar jogos simples de classificação e correspondência, estes jogos exigem dela que compreendam  a regra que organiza a atividade (a classificação por forma, cor, tamanho, etc.), manter a regra em mente, e segui-la.

– Quebra- cabeça são muito importantes também nessa fase assim como os jogos imaginários: brincar de cozinha, por exemplo.

Dos 3 aos 5 anos:

– Jogos imaginários: nesse momento o nível do jogo imaginário se eleva, as crianças já imaginam sequência dentro de uma atividade, estabelecem papéis entre elas e os adultos. Passam a planejar a brincadeira e objetos podem ser transformados em outros objetos, por exemplo, uma caixinha de fósforo pode transformar-se em um carrinho ou até numa caminha para um bebê.

– Contar histórias: suas primeiras histórias tendem a ser de uma série de eventos, cada um relacionado com a o anterior, mas sem qualquer estrutura maior. Com a prática, as crianças desenvolvem histórias mais complexas e organizadas. À medida que a complexidade da narração cresce, as crianças seguram e manipulam as informações na memória de trabalho.

Todas as atividades tem como alicerce o desenvolvimento da linguagem e necessitam sempre da mediação de um adulto para que desenvolvam.

Na próxima semana continuaremos a falar das atividades a partir dos 5 anos até a juventude.

Até lá,

Fabiane Klann Baptistoti – Fonoaudióloga Clínica

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