Quando os pais procuram um fonoaudiólogo infantil, é comum surgirem muitas dúvidas: “Será que meu filho está atrasado?”, “Como é a terapia?”. Neste post, encontram-se as algumas perguntas mais comuns que os pais fazem ao buscarem por atendimento fonoaudiológico.

1. Com que idade devo me preocupar se meu filho ainda não fala?

É importante observar etapas do desenvolvimento da linguagem:

  • Aos 12 meses: a criança deve falar palavras isoladas (“papai”, “mamãe”, “água”);
  • Aos 2 anos: a criança deve combinar duas palavras (“quer bola”, “mamãe vem”), formando pequenas frases; 
  • Aos 3 anos: desenvolvem frases mais estruturadas com 2 ou mais palavrinhas e surgem as primeiras narrativas. 

Se esses marcos não forem atingidos, é indicado procurar avaliação fonoaudiológica, pois quanto mais cedo, melhor.

2. A terapia fonoaudiológica é só para quem não fala?

Não. A fonoaudiologia infantil também trata:

  • Dificuldades na articulação  (ex: troca de sons);
  • Gagueira;
  • Problemas na voz;
  • Problemas de audição que afetam a fala;
  • Dificuldades na alimentação;
  • Atrasos na linguagem por causas neurológicas ou comportamentais.

3. Quantas sessões por semana são necessárias?

Depende do caso. A frequência é definida após a avaliação inicial. Pode variar conforme a idade da criança, o tipo de dificuldade e os objetivos do tratamento.

4. Como é uma sessão de fonoaudiologia infantil?

As sessões são feitas de forma lúdica e interativa. O profissional utiliza jogos, brinquedos e atividades específicas para estimular a fala, a linguagem ou outras habilidades. A criança aprende brincando  e se sente acolhida. 

5. Eu, como pai ou mãe, posso ajudar em casa?

Sim, a participação da família é essencial pois o sucesso da terapia depende também do estímulo em casa. O fonoaudiólogo orienta os pais sobre como conversar com a criança; quais brincadeiras ajudam no progresso; o que evitar (ex: excesso de telas).

6. Quanto tempo dura o tratamento?

Não há um tempo estabelecido. Alguns casos evoluem em poucos meses, outros podem durar anos. O importante é manter a regularidade nas sessões e o engajamento da família no processo terapêutico. 

7. Meu filho troca sons ao falar. Isso é normal?

Algumas trocas são esperadas até certa idade. Mas se essas trocas persistem após a idade esperada, é preciso investigar.

O fonoaudiólogo avalia quais trocas são típicas e quais precisam de intervenção.

8. A fonoaudiologia ajuda no desempenho escolar?

Sim, o profissional pode auxiliar no desenvolvimento da leitura e escrita; na compreensão de textos; na atenção e memória auditiva. 

Se você tem dúvidas ou percebe sinais de atraso, não hesite em buscar ajuda profissional. A intervenção precoce faz toda a diferença.

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