Para que o professor possa organizar as experiências faz-se necessário que ele desenvolva um bom planejamento e que este esteja centrado no que nos indicam as próprias crianças. Cabe ao professor a responsabilidade de dirigir o desenvolvimento da ação educativa a partir da ampliação das experiências próximas e cotidianas em direção à apropriação de conhecimentos no âmbito mais ampliado e plural. Sabemos que os conhecimentos na educação das crianças estão bastantes ligados aos processos gerais de constituição da criança, como a expressão, o afeto, a sexualidade, a socialização, o brincar, a linguagem, o movimento, a fantasia e o imaginário, não sendo, portanto, o objetivo final da educação destas, mas parte e consequência das relações que as crianças estabelecem com o meio natural e social, entre si e com os adultos.

Então, para um planejamento que contribua para a criação de experiências ricas para as crianças, nós, como profissionais da Educação, querendo o melhor para as crianças e o grupo em geral, precisamos compreender a observação das crianças e construir registros que venham nos informar e ajudar em nossas práticas e propostas pedagógicas, possibilitando assim, uma aprendizagem que venha prevalecer com eficácia nas suas realizações e ações. 

A busca pela melhora da interação do grupo e pela inteireza do processo de aprendizagem, deve conter eficácia e significado, a partir da observação dos diversos momentos vivenciados e dos registros feitos, lançando novos desafios na prática e realizar ajustes necessários, refletindo sobre os acertos e erros, a partir de perguntas como: Por que registrar? O que registrar? E como registrar?.

Vale lembrar que o ato da observação não é apenas um instrumento descritivo, mas um recurso de investigação e planejamento. É um instrumento indispensável a quem acompanha as relações, experiências e o desenvolvimento da criança, para valorizar suas manifestações espontâneas ou não, em que revelam saberes, desejos e intenções, sobre si mesmos e sobre o mundo. 

A observação promove o registrar, planejar, replanejar e os questionamentos, pois, para registrarmos o acontecido e planejarmos, teremos que observar o movimento de cada criança, do que elas se interessam o que conversam, e então assim, conseguiremos enriquecer, ajudar e proporcionar às mesmas a ampliação dos conhecimentos e multiplicar suas experiências

E como fazer um bom planejamento?

Escolhendo um tema/conteúdo específico, elencando os objetivos específicos de aprendizagem que se queira atingir. Mas isso é assunto para um outro post! 🙂

Até breve,

Fernanda Santos

Neuropsicopedagoga

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