A seletividade alimentar é frequente entre crianças, mas, se não for tratada, pode persistir durante a adolescência ou até na vida adulta. Ela se caracteriza pela recusa ou falta de interesse por certos alimentos, além de um apetite reduzido. Além das preferências alimentares, a seletividade pode estar associada a aspectos sensoriais, como a textura, cor, cheiro e sabor dos alimentos. Crianças com diagnóstico de transtorno do espectro autista e outros transtornos do neurodesenvolvimento têm maior predisposição para apresentar o quadro de seletividade alimentar.

O primeiro passo para lidar com a seletividade alimentar é buscar o auxílio de um nutricionista. O tratamento normalmente envolve uma abordagem multidisciplinar e, em alguns casos, a utilização de suplementos vitamínicos para suprir deficiências nutricionais.

Estabelecer uma rotina alimentar organizada e oferecer novos alimentos de maneira gradual pode facilitar a adaptação da criança a uma dieta mais balanceada, respeitando suas preferências. Criar um ambiente calmo e evitar pressões durante as refeições são estratégias essenciais para ajudar nesse processo.

Se você está em dúvida se sua criança poderia se beneficiar da terapia alimentar, considere as seguintes questões:

Quanto mais respostas “sim” você der, maior a possibilidade de que sua criança precise de apoio especializado.

Sua criança:
– Apresenta ganho de peso baixo constante (percentis decrescentes na curva de crescimento) ou perda de peso?
– Tem engasgos, tosses ou dificuldades frequentes durante as refeições?
– Enfrenta problemas recorrentes com vômitos?
– Evita alimentos de um determinado grupo de textura (úmido, macio, crocante, etc.) ou de tipo nutricional (carne, vegetais, amidos, frutas, etc.)?
– Come menos de 20 alimentos regularmente? Especialmente se está descartando alimentos ao longo do tempo sem substituir por novas opções.

Sua criança teve:
– Mais de um episódio de refluxo nasal (vômito ou regurgitação pelo nariz)?
– Algum incidente traumático de engasgo que fez com que parasse de comer certos alimentos?
– Histórico de problemas de coordenação alimentar e respiratória, com dificuldades respiratórias contínuas?

Sua criança não conseguiu:
– Fazer a transição para papinhas aos 10 meses de idade?
– Aceitar qualquer alimento sólido até os 12 meses de idade?
– Fazer a transição do peito ou mamadeira para o copo aos 16 meses de idade?
– Desmamar alimentos para bebês aos 16 meses de idade?

Você:
– Relatou que a criança era “exigente” em 2 ou mais consultas de rotina?
– Observou que seu bebê chora ou arqueia o corpo na maioria das refeições?
– Sente que as refeições são sempre uma batalha, com dificuldades para alimentar sua criança?
– Relatou para pessoas próximas que sua criança tem dificuldade para se alimentar?
– Tem histórico de transtornos alimentares, além de um filho que não está alcançando as metas de ganho de peso?

Se você respondeu “sim” a quatro ou mais dessas questões, sua criança pode se beneficiar de uma avaliação com nutricionista.

Caso apresente seis ou mais desses sinais de alerta, a terapia alimentar provavelmente será necessária.

A boa notícia é que a terapia alimentar pode trazer resultados significativos e, quanto mais cedo você começar a realizar, mais rápidos serão os avanços.

O acompanhamento especializado é essencial para garantir o desenvolvimento saudável da sua criança.

Espero que esse texto tenha te auxiliado. Até a próxima leitura!

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *