Avaliação Funcional: Lidando com o comportamento

B. F. Skinner foi o primeiro a usar o termo “Avaliação Funcional” ao referir-se a eventos ambientais que são relacionados funcionalmente ao comportamento. Existem relações funcionais tanto entre comportamentos adaptativos como mal adaptativos. Para Miltenberger (2001), a Avaliação Funcional é o processo de coletar informações sobre os antecedentes e consequências que estão relacionadas funcionalmente à ocorrência de problemas de comportamento.

Para que seja uma avaliação consistente é preciso planejamento e métodos que possam conduzir e determinar melhor o que será avaliado.  Entre os métodos estão:

1)      Avaliação Direta: entrevista com professores, pais, amigos;

2)      Observação Direta: “checklist” observacional, observação e registro do comportamento-alvo tal como ocorre;

3)      Manipulações experimentais (uso exclusivo de profissionais).

Uma vez analisado os dados, pode-se pensar em algumas funções comportamentais, desse modo será mais possível e viável lidar com cada uma delas através de intervenções mais apropriadas e assertivas.

Algumas funções de comportamento:

1)      COMPORTAMENTO DE FUGA DE DEMANDA: intenção de evitar ou atrasar uma exigência, demanda, instrução ou tarefa requerida. Exemplo: a criança chora, se joga no chão, grita e esperneia no momento em que o pai fala “É hora do banho”! Esse comportamento poderá ser mantido se o pai ceder à birra e  “liberar” o banho da rotina. A criança achou uma estratégia para deixar de fazer o que o pai instruiu.

2)      COMPORTAMENTO AUTO-ESTIMULATÓRIO: se tornam um problema quando são excessivos e interferem no aprendizado ou na interação adequada com pessoas ou objetos. São os mais difíceis de manejar, porque são automáticos e por definição são auto reforçadores.  Exemplo: estereotipias (balançar as mãos), cantarolar.

3)      COMPORTAMENTO DE BUSCA DE ATENÇÃO: visa ganhar atenção, atividades, brinquedos, comidas, reforço social. Exemplo: em sala de aula, quando a professora dá atenção a outro aluno, a criança lhe bate ou joga coisas no chão. Esse comportamento faz com que a professora volta a lhe dar atenção.

Ainda que os comportamentos pareçam os mesmos, as funções podem ser diferentes, dependendo das circunstâncias, por isso é importante ter cautela quanto a generalizar uma intervenção de mudança de comportamento para outras circunstâncias além das observadas e avaliadas.

Se você gostou e ficou interessado(a) sobre o assunto, continue por dentro das nossas atualizações, seguiremos falando sobre comportamentos inadequados, suas funções e O QUE FAZER A RESPEITO!!!

Até mais,

Mauren Klein

Psicóloga

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